Por André Agostinho

Depois de todo sucesso do JCM 800, a Marshall precisava inovar no segmento de amplificadores nos anos 90, foi quando surgiu a série 900. Muito se fala do famoso JCM 900 Dual Reverb High Gain, mas pouco se sabe dos seus irmãos mais velhos que deram origem a ele, o JCM 900 MKIII e o JCM900 SL-X.

JCM 900 SL-X

No começo daquela década, a Marshall lançou o JCM 900 2100 MKIII, um head de 100w. Também saiu o 2500, que é a versão de 50w,  e os combos 2501 e 2502. Ele possuía um som muito semelhante ao seu avô JCM 800, com um estágio de pré amplificação a mais, controles de pré amp e gain separados e dois volumes master isolados, acionados por footswitch apenas.

JCM 900 full stack (2 caixas 4×12″)

Não foi lá um grande sucesso, pois o público pedia inovação, então lançaram a obra prima,  o Marshall JCM 900 SL-X 2100 Master Volume High Gain, ainda mantendo o mesmo tone stack e controles do MKIII, porém agora com uma válvula ECC83 a mais no pré para dar um drive ainda mais quente. Ele ainda contava com uma chave High/Low que reduzia a potência do amplificador pela metade, ainda mantendo a tradição das válvulas EL34 no Poweramp, esse JCM 900 SL-X . Seu nome seria referência a “Super Lead 10“, o décimo amplificador feito pela Marshall.

Infelizmente, não foi um amplificador de muito sucesso, pois ainda não contava com grandes inovações que passaram a ser exigidas na época, onde o grunge começara a reinar e a versatilidade começou a tomar conta do cenário guitarrístico. 

Então, finalmente por volta de 1992, veio o clássico JCM 900 Dual Reverb High Gain, que trouxe 2 canais com controle de gain e pré amp separados, além de um reverb de mola para maior profundidade de sonoridades.

Embora seja muito criticado pelos puristas e viciados em high gain, pois ele conta com um esquema diferente dos seus irmãos mais velhos e usa apenas as válvulas de pré para tons limpos,  sua distorção ficou por conta de clipagem de diodo, mas para esse modelo o que não falta é informação na internet.

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